Cultivares, quimovares e quimiotipos: compreender as diferenças
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Tempo de leitura 4 min
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ÍNDICE
Cultivar, chemovar e chemotype, são palavras que talvez nunca tenhas ouvido, mas que são muito importantes e te ajudam a compreender melhor o que estás realmente a comprar. A Mama explica-te de forma simples estas diferenças para que possas entender a cannabis e o CBD com um olhar mais experiente.
O termo «cultivar» refere-se a uma planta selecionada e estabilizada pelo homem.
O quimiotipo classifica a cannabis de acordo com o canabinóide dominante.
O Chemovar apresenta um perfil químico mais completo, com canabinóides e terpenos.
Durante muito tempo, a cannabis foi apresentada principalmente sob a forma de variedades famosas como: White Widow, Haze, Amnesia, OG Kush e muitas outras. Estes nomes continuam a ser populares, fáceis de memorizar e comercialmente úteis. O problema é quenem sempre descrevem exatamente o que a planta contém.
Dois produtos com o mesmo nome podem, por vezes, apresentar perfis diferentes, dependendo da genética, do cultivo, da colheita ou da secagem. Por outras palavras, um nome de marketing não garante necessariamente uma experiência idêntica. É aí que entram em jogo termos mais precisos.
A cannabis é uma planta muito variável. Dependendo das seleções realizadas ao longo das décadas, encontram-se perfis muito diferentes: mais ricos em CBD, mais aromáticos, com maior concentração de determinados terpenos ou mais equilibrados.
Essa diversidade é fascinante, mas também gera confusão para o consumidor. Podes pensar queestar a comprar dois produtos semelhantes, quando na verdade a sua composição difere significativamente.
Os conceitos de cultivar, quimiotipo e quimiovar servem precisamente para esclarecer as coisas. Permiteminformar sobre a planta com maior precisão. Para quem procura CBD, consistência ou um perfil específico, isso é valioso.
A palavra «cultivar» deriva de cultivated variety, ou seja, «variedade cultivada» em português. Na horticultura, designa uma planta selecionada pelo ser humano para conservar determinadas características. Isso pode dizer respeito ao tamanho, ao rendimento, ao aroma, à resistência ou à composição em canabinóides.
O termo existe no mercado de plantas em geral, não apenas para a cannabis. Também se fala de cultivares no caso de rosas, tomates ou árvores de fruto.
Na linguagem comum, costuma-se usar a palavra «variedade». Mas, no que diz respeito à cannabis moderna, «cultivar» é frequentemente um termo mais rigoroso.
Porquê? Porque a maioria das plantas disponíveis atualmente é o resultado de cruzamentos, seleções e estabilizações realizadas por cultivadores. Elas não surgiram simplesmente de forma natural. A palavra cultivar remete, portanto, à intervenção humana.
Quando lês «cultivar», percebes queestamos a falar de uma variedade selecionada. Isso não indica automaticamente os efeitos ou os aromas, mas situa a origem hortícola do produto.
O quimiotipo significa, literalmente, tipo químico. Aqui, a planta é classificada de acordo com o canabinóide principal que contém. É um método simples, rápido e útil para compreender o perfil global de um produto, muitas vezes mais revelador do que um nome comercial.
Em geral, distinguem-se vários grandes grupos:
O tipo 1 corresponde às plantas com predominância de THC.
O tipo 2 refere-se aos perfis com um equilíbrio entre o THC e o CBD.
O tipo 3 refere-se às plantas com predominância de CBD, frequentemente procuradas no cânhamo para o bem-estar.
Existem também outros tipos relacionados com o CBG ou com perfis com teores muito baixos de canabinóides.
Se quiseres comprar compra de CBD, saber que o produto que está a ver pertence a um quimiotipo dominado pelo CBD já é um excelente ponto de referência. Compreende-se imediatamente a lógica do produto sem ter de analisar tudo o resto. É uma leitura simples, acessível e prática.
O quimovar vai além do quimiotipo. Não se limita apenas ao canabinóide dominante, mas a um conjunto de compostos presentes na planta.
Costuma conter os principais canabinóides e permite-te saber tudo sobre os terpenos dominantes. Trata-se, portanto, de uma análise muito mais detalhada.
Os terpenos são as moléculas aromáticas naturais da planta. São elas que contribuem para as notas frutadas, amadeiradas, cítricas, florais ou picantes.
Mas também despertam o interesse dos investigadores devido às suas potenciais interações com os canabinóides. É o que se denomina «efeito entourage».
O chemovar inclui, portanto, elementos que o simples nome de uma variedade não revela.
Duas flores de CBD com um teor de 10 % podem proporcionar sensações diferentes se os seus terpenos variarem significativamente.
Uma pode parecer mais fresca e viva, enquanto a outra é mais redonda e envolvente em termos aromáticos.
O chemovar ajuda precisamente a compreender essa nuance.
Quando compreendes estes conceitos, já não escolhes apenas um nome, mas passas a ter em conta a lógica do produto.
Uma cultivar dá-te informações sobre a linhagem. Um quimiotipo indica-te a predominância de canabinóides. Um quimiovar oferece-te uma visão mais detalhada. Assim, fazes a tua compra de forma mais consciente.
Muitas frustrações resultam de expectativas vagas. Escolhemos uma marca famosa e depois descobrimos um produto diferente do que imaginávamos. Com dados mais precisos, reduz essa discrepância entre a promessa e a realidade.
Por fim, estas informações permitem-te comparar melhor os produtos. Duas flores de CBD baratas podem parecer semelhantes visualmente, mas o seu chemovar pode contar uma história diferente.