tolerância ao CBD

Aparação manual ou à máquina: melhora a qualidade das flores de CBD

Escrito por : Benjamin Poirel Nadal

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Tempo de leitura 4 min

Quando compras CBD, costumas prestar atenção ao teor de canabinóides ou ao aspeto das flores. No entanto, há um detalhe menos visível que influencia fortemente a qualidade final: o corte. Esta etapa pós-colheita desempenha um papel fundamental no aspeto, nos aromas e na conservação das flores.


Aspectos a ter em conta

  • A poda consiste em remover as folhas à volta das flores.

  • O corte manual preserva melhor os terpenos, os tricomas e a estrutura natural dos botões.

  • O corte mecânico é mais rápido, mas pode causar uma maior perda de resina e de aromas.


O que é o «trimming» das flores de CBD?


Após a colheita, as plantas de cânhamo ainda não se parecem com as flores de CBD que se encontram nas lojas. Os botões estão rodeados por muitas folhas que têm de ser removidas antes da comercialização.


Existem dois tipos de folhas. As folhas em leque são as folhas grandes características do cânhamo. Contêm muito poucos tricomas e são geralmente removidas logo após a colheita. As «sugar leaves» são mais pequenas e crescem diretamente à volta das flores. Estão cobertas de resina e tricomas, mas a sua presença em excesso pode alterar o aspeto final do produto.


O «trimming» consiste precisamente em retirar essas folhas para realçar a própria flor.


Por que é que esta etapa influencia diretamente a qualidade?


Depois de concluídas as principais etapas do cultivo do cânhamo, passa-se à poda.


Mas atenção: o aparamento não serve apenas para tornar as flores mais bonitas. Esta operação influencia vários critérios importantes, tais como:

  • O aspeto visual do produto final;

  • A quantidade de tricomas preservados;

  • O perfil aromático;

  • A suavidade ao saboreá-lo;

  • O estado de conservação.


Uma flor devidamente aparada apresenta, geralmente, uma melhor densidade visual, menos matéria vegetal supérflua e uma maior concentração das partes mais procuradas.


Corte a húmido ou corte a seco: duas abordagens diferentes


O corte a húmido


O corte húmido, também conhecido como «wet trim», é efetua-se imediatamente após a colheita.


Nesta fase, a planta ainda contém uma quantidade significativa de água. As folhas são rígidas e fáceis de manusear, o que simplifica consideravelmente o trabalho dos operadores.


Este método acelera o processo de secagem pois, ao retirar rapidamente as folhas, a humidade é eliminada mais facilmente.


No entanto, alguns produtores consideram que esta secagem mais rápida pode favorecer a perda de certos terpenos particularmente voláteis.


O corte a seco


O corte a seco, ou «dry trim», ocorre após a fase de secagem. As flores ficam geralmente penduradas entre sete e catorze dias antes do trabalho de acabamento.


As folhas vão-se enrolando progressivamente à volta dos botões, o que torna o aparagem mais complexa e demorada.


Este método exige mais tempo e precisão, mas é frequentemente preferido pelos produtores artesanais que procuram uma qualidade superior.


A secagem lenta permite que os terpenos se estabilizem melhor nas flores e favorece uma maturação mais gradual do produto.


Por essa razão, muitos artesãos continuam, ainda hoje, a considerar o «dry trim» como a referência em termos de qualidade.

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O corte à mão, o método artesanal


Como funciona o corte manual?


O corte manual é um trabalho extremamente minucioso. O cortador utiliza geralmente tesouras de pontas arredondadas e trata cada flor individualmente. Retira progressivamente as folhas de açúcar, seguindo a forma natural do botão.


Este método permite adaptar cada movimento à morfologia da flor.


Uma melhor preservação dos tricomas


Com este método, é possível preservar melhor os tricomas. Como os botões são submetidos a muito pouca manipulação mecânica, os tricomas permanecem mais bem fixados na sua superfície.


Uma flor visualmente mais atraente


O corte manual rrespeita mais a estrutura natural da flor. As flores parecem frequentemente mais volumosas, mais detalhadas e mais naturais.


As desvantagens do corte manual


Um aparador experiente processa geralmente entre 50 e 100 gramas de flores secas por hora, dependendo da densidade dos botões. Em grande escala, isto representa um custo de mão-de-obra significativo.


O trabalho também é exigente do ponto de vista físico. Os movimentos repetitivos exercem uma forte pressão sobre os pulsos, as mãos e os antebraços.


Por fim, o resultado depende diretamente da experiência de cada produtor.

A máquina de corte, a solução industrial


Como funcionam as máquinas de corte?


As flores são introduzidas num sistema rotativo composto por tambores, grelhas ou lâminas. O movimento de rotação provoca o atrito dos botões contra as superfícies de corte. As folhas que sobressaem da flor são progressivamente removidas.


Os modelos mais comuns utilizam tambores com rede, que permitem que as folhas passem por uma grelha antes de serem cortadas.


Uma produtividade inigualável


Enquanto um operador manual processa algumas dezenas de gramas por hora, uma máquina consegue processar vários quilogramas durante o mesmo período.


As consequências para os tricomas


Os movimentos mecânicos geram atritos significativos que podem desprender parte dos tricomas presentes na superfície das flores. Uma parte da resina fica, assim, nas paredes da máquina, em vez de ficar nos botões.


Esta perda não prejudica as flores, mas pode afetar a sua riqueza visual e aromática.


O impacto nos terpenos e na morfologia


As vibrações, o atrito e o ligeiro calor produzido durante o corte mecânico podem favorecer a volatilização de uma parte das moléculas mais sensíveis.

Benjamin Poirel-Nadal

Artigo escrito por Benjamin Poirel-Nadal

Apaixonada pelo bem-estar natural e pelas plantas com múltiplas virtudes, há vários anos que exploro os benefícios do CBD e das suas diferentes formas.


O meu objetivo? Partilhar consigo informações claras, opiniões honestas e conselhos práticos para o ajudar a integrar o CBD na sua vida quotidiana com confiança e tranquilidade.